Óleo & Gás
Geopolítica
As rotas do petróleo e os gargalos marítimos, de Ormuz ao Caribe, medidos por AIS, radar de satélite e comércio exterior.
Kuwait: exportação a 91,5%, refino a 48,2%; o radar do Irã
Em julho, o Kuwait exportou 91,5% do volume diário de antes da crise, mas o refino ficou em 48,2%. Em Kharg, o total de detecções de radar cresceu junto com as ocorrências sem AIS associado. A contagem isolada não demonstra acúmulo de petroleiros ou volume de petróleo parado.
Iraque: o sul respondeu por 90,3% da recuperação de maio a junho
O norte levou 59,9% do petróleo que o Iraque conseguiu exportar em abril e maio, mas operou abaixo de fevereiro. Na retomada de maio para junho, 90,3% do aumento diário veio de Basra, no sul. Receita, radar e comércio sírio exigem leituras separadas para não confundir recuperação de volume com preço, carga ou rota comprovada.
Dynacom: 34 passagens inferidas em Ormuz, 6 lacunas de AIS mensuráveis
Eventos de 14 navios indicam 34 passagens por Ormuz até 04/10/2026. Só 6 têm posições horárias dos dois lados para delimitar uma lacuna de AIS. Kerala e Leader concentram 35,3% das passagens inferidas.
Venezuela: importações americanas e presença de navios nos terminais
A EIA registra 701 mil barris por dia de petróleo venezuelano importado pelos EUA em jul/26. Em Jose, a presença de petroleiros identificados por AIS cresceu na comparação de julho. São medidas diferentes: importação de petróleo e observação de navios, sem equivalência direta de carga.
Ormuz: queda no AIS, radar e preços medem fenômenos diferentes
Entre março e 4 de outubro de 2026, o PortWatch observou 2,6 passagens de petroleiros por dia em Ormuz, contra 48,2 em 2025. A revisão separa travessias por AIS, detecções de radar, presença nos terminais e preços, sem convertê-los em uma estimativa de petróleo transportado.