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Saúde›Obesidade e GLP-1·28 SET 2026

GLP-1: registros crescem 70% entre janeiro e agosto de 2026

As farmácias escrituraram 1,21 milhão de tratamentos-mês de GLP-1 em agosto, 70% a mais que em janeiro. As apresentações atribuídas a fabricantes nacionais saíram do zero em maio para 45% do volume equivalente de semaglutida em agosto, enquanto o grupo de apresentações atribuído à original recuou. O consumo por habitante segue a renda. Nos planos de saúde, a cirurgia bariátrica caiu 11% em 2025; no SUS, bateu recorde.

Nesta nota
  1. Principais conclusões
  2. O mercado, mês a mês
  3. Análise
  4. E a cirurgia bariátrica?
  5. Metodologia e limitações
  6. Correções

Principais conclusões

A nota em 30 segundos

01

Mais de um milhão de tratamentos por mês.

Em agosto, as farmácias registraram no SNGPC da Anvisa 1,21 milhão de tratamentos-mês de agonistas de GLP-1, contra 713 mil em janeiro (+70%). No mesmo período, o total de vendas escrituradas no sistema cresceu 14% em registros e 26% em unidades.

02

O volume total cresceu; a divisão por fabricante é estimada.

O grupo de apresentações atribuído a fabricantes nacionais chegou a 292 mil tratamentos-mês em agosto, 45% da semaglutida injetável. A original caiu só 2% desde maio (361 mil → 352 mil). A semaglutida injetável como um todo cresceu 78% desde maio.

03

A caneta segue a renda.

O Distrito Federal consome 13,1 tratamentos-mês por mil habitantes; o Maranhão, 1,3. Entre as 27 UFs, a correlação com o rendimento domiciliar per capita é de 0,88.

O mercado, mês a mês

Tratamentos-mês de GLP-1 vendidos em farmácia, por molécula e fabricante estimado (mil)
0100200300400500600jan/26mar/26mai/26jul/26Tirzepatida (Lilly) · jan/26: 369 milTirzepatida (Lilly) · fev/26: 361 milTirzepatida (Lilly) · mar/26: 415 milTirzepatida (Lilly) · abr/26: 389 milTirzepatida (Lilly) · mai/26: 418 milTirzepatida (Lilly) · jun/26: 465 milTirzepatida (Lilly) · jul/26: 487 milTirzepatida (Lilly) · ago/26: 488 milSemaglutida injetável, Novo Nordisk · jan/26: 250 milSemaglutida injetável, Novo Nordisk · fev/26: 216 milSemaglutida injetável, Novo Nordisk · mar/26: 301 milSemaglutida injetável, Novo Nordisk · abr/26: 286 milSemaglutida injetável, Novo Nordisk · mai/26: 361 milSemaglutida injetável, Novo Nordisk · jun/26: 328 milSemaglutida injetável, Novo Nordisk · jul/26: 369 milSemaglutida injetável, Novo Nordisk · ago/26: 352 milSemaglutida injetável, nacionais · jun/26: 44 milSemaglutida injetável, nacionais · jul/26: 165 milSemaglutida injetável, nacionais · ago/26: 292 milSemaglutida oral · jan/26: 84 milSemaglutida oral · fev/26: 78 milSemaglutida oral · mar/26: 95 milSemaglutida oral · abr/26: 80 milSemaglutida oral · mai/26: 83 milSemaglutida oral · jun/26: 76 milSemaglutida oral · jul/26: 70 milSemaglutida oral · ago/26: 64 milTirzepatida 488 milSemaglutida injetável, Novo Nordisk 352 milSemaglutida injetável, nacionais 292 milSemaglutida oral 64 milTirzepatida (Lilly)Semaglutida injetável, Novo NordiskSemaglutida injetável, nacionaisSemaglutida oral

Volume padronizado por apresentação, não número de pacientes nem duração observada do tratamento. A divisão por fabricante é uma hipótese baseada na descrição, não uma marca identificada.

Fonte: Anvisa, SNGPC (vendas escrituradas em farmácia). Elaboração Hint-data.

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MêsTirzepatidaSemaglutida inj., NovoSemaglutida inj., nacionaisSemaglutida oral
jan/26369,1249,80,084,4
fev/26361,4216,10,078,1
mar/26414,8300,60,095,0
abr/26389,3285,80,080,2
mai/26417,7361,40,083,1
jun/26464,8328,044,475,6
jul/26486,8369,5164,870,5
ago/26488,4352,5292,364,5
jan/26 fev/26 mar/26 abr/26 mai/26 jun/26 jul/26 ago/26
Tirzepatida 369 361 415 389 418 465 487 488
Semaglutida injetável, Novo Nordisk 250 216 301 286 361 328 369 352
Semaglutida injetável, nacionais — — — — — 44 165 292
Semaglutida oral 84 78 95 80 83 76 70 64
Liraglutida 7,2 5,8 7,0 7,8 9,6 9,4 11,2 10,8
Total GLP-1 713 664 820 765 874 924 1.105 1.210
Sibutramina (comparação) 76 69 74 67 64 57 57 51
Total de GLP-1 vendido em farmácia (mil tratamentos-mês)
02004006008001.0001.2001.400jan/26: 713 mil713 milfev/26: 664 mil664 milmar/26: 820 mil820 milabr/26: 765 mil765 milmai/26: 874 mil874 miljun/26: 924 mil924 miljul/26: 1.105 mil1.105 milago/26: 1.210 mil1.210 miljan/26fev/26mar/26abr/26mai/26jun/26jul/26ago/26

Em destaque, os meses com semaglutida de fabricante nacional à venda (desde junho).

Fonte: Anvisa, SNGPC (vendas escrituradas em farmácia). Elaboração Hint-data.

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MêsTotal (mil)
jan/26713,3
fev/26663,7
mar/26820,2
abr/26765,2
mai/26873,8
jun/26924,0
jul/261.104,6
ago/261.210,1

Análise

O que mudou em junho? A patente da semaglutida expirou em 20 de março de 2026, depois de o STJ negar a prorrogação pedida pela fabricante original. A primeira versão nacional foi registrada na Anvisa em 26 de maio e chegou às farmácias em junho. Entre 29 de julho e 31 de agosto vieram mais nove registros de semaglutida, de sete empresas de quatro grupos, inclusive o primeiro genérico, segundo a base de registros da Anvisa. Na lista de preços da CMED de setembro, a maioria das novas canetas tem o mesmo preço-teto da original (R$ 803,44 sem impostos, preço de fábrica). As exceções são do grupo que chegou primeiro: R$ 405,90 na caneta de 1,5 ml da primeira versão e R$ 704,06 numa similar. O teto não é o preço de balcão, que pode ser bem menor.

Quem perdeu espaço? O grupo de apresentações atribuído à semaglutida original recuou: 361 mil tratamentos-mês em maio, 352 mil em agosto. Caíram as alternativas. A sibutramina, anorexígeno de uso antigo, recuou de 76 mil para 51 mil (−33%). A semaglutida oral foi de 84 mil para 64 mil (−24%). A classificação por fabricante não identifica migração de pacientes entre produtos. A tirzepatida seguiu crescendo, de 369 mil para 488 mil, e representa 40% do volume equivalente de GLP-1 em agosto. A semaglutida, somadas as apresentações injetáveis e orais, representa 59%.

Onde está a caneta? O Brasil registrou 5,6 tratamentos-mês por mil habitantes em agosto. Do maior ao menor estado, a diferença é de 13 vezes.

Tratamentos-mês de GLP-1 por mil habitantes, agosto de 2026
RO: 2,5AC: 1,9AM: 1,0RR: 1,5PA: 2,0AP: 2,3TO: 2,6MA: 1,3PI: 2,5CE: 3,4RN: 4,4PB: 3,6PE: 3,5AL: 2,6SE: 4,2BA: 2,7MG: 6,5ES: 7,5RJ: 6,9SP: 8,7PR: 5,3SC: 7,0RS: 8,4MS: 2,9MT: 3,0GO: 4,5DF: 13,1ROACAMRRPAAPTOMAPICEBAMGESRJSPPRSCRSMSMTGODFRNPBPEALSE1,0–2,32,3–2,72,7–4,24,2–6,96,9–13,1

Classes por quintil entre as 27 UFs.

Fonte: Anvisa, SNGPC; IBGE, população estimada 2026. Elaboração Hint-data.

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UFPor mil hab.Renda domiciliar per capita (R$)Cobertura de planos (%)
DF13,14.40134,9
SP8,72.86240,4
RS8,42.77223,8
ES7,52.20934,2
SC7,02.75221,0
RJ6,92.73232,3
MG6,52.28927,5
PR5,32.68726,9
GO4,52.37826,2
RN4,41.77919,6
SE4,21.68814,7
PB3,61.54211,2
PE3,51.56815,1
CE3,41.37916,1
MT3,02.29717,6
MS2,92.36922,9
BA2,71.45211,8
AL2,61.40111,9
TO2,61.9798,4
RO2,51.9709,8
PI2,51.53412,2
AP2,31.6757,8
PA2,01.43510,2
AC1,91.3725,3
RR1,51.8704,3
MA1,31.2317,6
AM1,01.45016,2

As cinco maiores taxas: DF (13,1), SP (8,7), RS (8,4), ES (7,5), SC (7,0). As cinco menores: PA (2,0), AC (1,9), RR (1,5), MA (1,3), AM (1,0). A correlação com o rendimento domiciliar per capita da PNAD 2025 é de 0,88; com a taxa de cobertura de planos de saúde da ANS, de 0,84. O SNGPC não identifica quem financiou a compra. A associação entre UFs não permite atribuir o consumo individual à renda ou à cobertura de planos. A correlação é entre estados, sem controle de outras variáveis, e renda e cobertura de planos andam juntas.

Quanto maior a renda do estado, maior o uso de GLP-1
R$ 0R$ 1.000R$ 2.000R$ 3.000R$ 4.000R$ 5.000051015DF: R$ 4.401 · 13SP: R$ 2.862 · 9RS: R$ 2.772 · 8ES: R$ 2.209 · 7SC: R$ 2.752 · 7RJ: R$ 2.732 · 7MG: R$ 2.289 · 7PR: R$ 2.687 · 5GO: R$ 2.378 · 4RN: R$ 1.779 · 4SE: R$ 1.688 · 4PB: R$ 1.542 · 4PE: R$ 1.568 · 3CE: R$ 1.379 · 3MT: R$ 2.297 · 3MS: R$ 2.369 · 3BA: R$ 1.452 · 3AL: R$ 1.401 · 3TO: R$ 1.979 · 3RO: R$ 1.970 · 3PI: R$ 1.534 · 3AP: R$ 1.675 · 2PA: R$ 1.435 · 2AC: R$ 1.372 · 2RR: R$ 1.870 · 2MA: R$ 1.231 · 1AM: R$ 1.450 · 1DFSPRSMArendimento domiciliar per capita, 2025tratamentos-mês por mil habitantes, ago/2026reta de mínimos quadrados · r = 0,88

Cada ponto é uma UF. Correlação de Pearson entre UFs, sem controle de outras variáveis.

Fonte: Anvisa, SNGPC; IBGE, PNAD Contínua 2025 e população estimada 2026. Elaboração Hint-data.

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UFRenda per capita (R$)Tratamentos-mês por mil hab.
DF4.40113,1
SP2.8628,7
RS2.7728,4
SC2.7527,0
RJ2.7326,9
PR2.6875,3
GO2.3784,5
MS2.3692,9
MT2.2973,0
MG2.2896,5
ES2.2097,5
TO1.9792,6
RO1.9702,5
RR1.8701,5
RN1.7794,4
SE1.6884,2
AP1.6752,3
PE1.5683,5
PB1.5423,6
PI1.5342,5
BA1.4522,7
AM1.4501,0
PA1.4352,0
AL1.4012,6
CE1.3793,4
AC1.3721,9
MA1.2311,3

Quem usa? Em julho e agosto, entre os registros com sexo e idade informados, 64% dos tratamentos de semaglutida injetável e 60% dos de tirzepatida foram vendidos para mulheres. A faixa de 40 a 49 anos é a maior (28% e 28%). A semaglutida oral tem perfil mais velho: 34% dos tratamentos para pessoas de 60 anos ou mais, contra 19% na injetável, sem que seja possível inferir o diagnóstico. Menores de 18 anos respondem por 1,3% da semaglutida injetável.

Quem prescreve? Quase tudo sai de receita médica. Mas 1,1% dos tratamentos-mês de janeiro a agosto foram escriturados com receita de cirurgião-dentista (conselho CRO), e 2.706 tratamentos-mês com registro de conselho de medicina veterinária (CRMV). O dado é o que a farmácia informou; pode incluir erro de preenchimento.

E a manipulação? A Anvisa publicou restrições à manipulação em agosto de 2025. Os registros não permitem determinar a regularidade de cada dispensação. No recorte, as farmácias de manipulação escrituraram 5.197 registros de venda de semaglutida manipulada de janeiro a agosto de 2026, com queda para 468 em agosto. A tirzepatida manipulada somou 69.923 registros no período, com pico de 12.866 em jun/26. As unidades não são comparáveis: os manipulados estão em registros de venda; a semaglutida e a tirzepatida industrializadas somaram 6.357.472 tratamentos-mês no mesmo período.

E a cirurgia bariátrica?

Os registros de cirurgia bariátrica caíram nos planos e aumentaram no SUS. As bases têm cobertura e calendários distintos e não acompanham as mesmas pessoas; não permitem atribuir a mudança ao uso de GLP-1.

Cirurgias bariátricas por ano no SUS e nos planos de saúde (mil)
010203040506070SUS (SIH) · 2019: 12,6 milPlanos de saúde (TISS) · 2019: 42,8 milSUS (SIH) · 2020: 3,8 milPlanos de saúde (TISS) · 2020: 37,4 milSUS (SIH) · 2021: 2,9 milPlanos de saúde (TISS) · 2021: 52,5 milSUS (SIH) · 2022: 5,9 milPlanos de saúde (TISS) · 2022: 59,6 milSUS (SIH) · 2023: 7,6 milPlanos de saúde (TISS) · 2023: 64,8 milSUS (SIH) · 2024: 11,2 milPlanos de saúde (TISS) · 2024: 65,1 milSUS (SIH) · 2025: 14,1 milPlanos de saúde (TISS) · 2025: 57,7 mil2019202020212022202320242025SUS (SIH)Planos de saúde (TISS)

Fonte: DATASUS, SIH/SUS (TabNet); ANS, TISS hospitalar (TUSS 31002218 e 31002390). Elaboração Hint-data.

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AnoSUSPlanos de saúde
201912.56842.807
20203.76837.382
20212.86752.514
20225.92359.564
20237.57064.764
202411.25065.116
202514.12857.746

Nos planos, o pico foi 2024. O TISS da ANS registra 65.116 cirurgias em 2024 e 57.746 em 2025 (−11%). A queda vem desde o segundo semestre de 2024 e se repete nos dois semestres de 2025 (−12% no primeiro e −10% no segundo, cada um contra o mesmo semestre do ano anterior). O total de internações informado caiu 5,6%, mas a queda está quase toda nas autogestões (−29%), o que sugere envio incompleto de dados nessa modalidade. Sem as autogestões, as internações ficaram praticamente estáveis (−0,8%) e a bariátrica caiu 12%: essa conferência não elimina diferenças de cobertura ou de envio entre anos.

Onde caiu mais? Nas seguradoras: −21%. Medicina de grupo, −10%; cooperativas médicas, −9%; autogestões, −3% (modalidade com possível variação de cobertura em 2025). A filantropia, com base pequena, caiu 21%. Os dados mostram a coincidência no tempo com a expansão das canetas, não a causa: preço, rede credenciada e regras de autorização também mudam o volume de cirurgias.

Queda das cirurgias bariátricas nos planos, por modalidade de operadora, 2025 contra 2024
0510152025SeguradorasQueda, 2025 contra 2024 (%) · Seguradoras: 21%21%Medicina de grupoQueda, 2025 contra 2024 (%) · Medicina de grupo: 10%10%Cooperativas médicasQueda, 2025 contra 2024 (%) · Cooperativas médicas: 9%9%AutogestõesQueda, 2025 contra 2024 (%) · Autogestões: 3%3%Queda, 2025 contra 2024 (%)

Fonte: ANS, TISS hospitalar. Elaboração Hint-data.

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Modalidade20242025Variação
Seguradoras11.0758.753−21,0%
Medicina de grupo19.88917.812−10,4%
Cooperativas médicas28.78226.222−8,9%
Autogestões3.9873.872−2,9%

No SUS, o contrário. Foram 14.128 cirurgias em 2025, recorde da série desde 2015 e acima de 2019 (12.568). De janeiro a julho de 2026, 9.839, contra 7.654 no mesmo período de 2025 (+29%). O SUS não distribui GLP-1 para obesidade, e o volume do sistema público depende de filas, habilitação de hospitais e mutirões.

Os dados de 2026 dos planos ainda não foram publicados pela ANS, e a queda de preço das canetas começou em junho de 2026. A queda de 2025 aconteceu com a caneta ainda cara; a próxima atualização não bastará, por si só, para identificar um efeito causal. A sociedade médica da especialidade estimou, segundo a imprensa, queda de cerca de 20% nas cirurgias em 2025; nos dados dos planos, a queda é de 11%.

Metodologia e limitações

  • Fonte das vendas: microdados abertos do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC, Anvisa), arquivos mensais de industrializados e manipulados, jan–ago/2026. Setembro, publicado parcial em 13/09, fica fora. A série aberta não tem dados de nov/2021 a dez/2025: a transmissão foi suspensa em 2021 e voltou de forma escalonada até janeiro de 2026. Os GLP-1 entraram no sistema com a retenção de receita (RDC 973/2025, em vigor desde 23/06/2025). Por isso a série começa em janeiro de 2026.
  • Tratamento-mês equivalente: unidades vendidas de cada apresentação convertidas em meses de tratamento. É uma convenção de volume, não duração clínica observada nem número de pacientes; na liraglutida, cuja dose em diabetes rende mais que em obesidade, o número é piso.
  • Fabricante: o SNGPC informa o princípio ativo e a apresentação, não a marca; o fabricante é inferido pela descrição da apresentação. A atribuição por fabricante é uma hipótese e não permite estimar participação de mercado verificada por marca.
  • Diagnóstico: o CID vem vazio em mais de 99,9% das vendas de GLP-1. Não é possível separar obesidade de diabetes.
  • Por habitante: população estimada do IBGE para 2026; rendimento domiciliar per capita da PNAD Contínua 2025; beneficiários de assistência médica da ANS (taxa de cobertura, 2026). Correlação de Pearson entre UFs, sem controle de outras variáveis. Parte da dispersão pode refletir diferença de adesão das farmácias ao SNGPC; entre janeiro e agosto, o total de linhas escrituradas por UF variou de 101% a 132% do nível de janeiro.
  • Bariátrica no SUS: SIH/SUS pelo TabNet (procedimentos 04.07.01.012-2, 017-3, 018-1, 036-0 e 038-6), por mês de processamento. Mutirões e programas de redução de fila afetam a série.
  • Bariátrica nos planos: TISS hospitalar da ANS, códigos TUSS 31002218 (gastroplastia para obesidade mórbida, qualquer técnica) e 31002390 (por videolaparoscopia), um evento por internação, 2019–2025. 69% dos eventos têm CID principal de obesidade (E66) e 23% vêm sem CID. Custo mediano informado em 2025: R$ 17.763. O TISS não identifica a operadora, só a modalidade. A cobertura do envio pelas operadoras pode variar entre anos; o total de internações de 2025 é 5,6% menor que o de 2024.
  • Correção (28/09/2026): a primeira versão desta nota contou como bariátrica, nos planos de saúde, o código TUSS 31009336, que é herniorrafia inguinal por videolaparoscopia, e deixou de fora o 31002390, bariátrica por videolaparoscopia. Com os códigos corretos, a bariátrica nos planos cai 11% em 2025 (a versão anterior indicava alta de 6%). Os números do SUS e das vendas de GLP-1 não mudaram.
  • Contexto regulatório e de mercado: registros de medicamentos e lista de preços da CMED (Anvisa, set/2026); decisão do STJ sobre a patente (REsp 2.240.025).

Correções

11/10/2026: revisados perímetros, unidades, cobertura e limites de interpretação; retiradas inferências não sustentadas pelas bases.

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