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Óleo & Gás›Companhias·28 SET 2026

Petrobras: exportação, refino e subvenções no 2T26

A Petrobras registrou exportação líquida de 1.075 mil barris por dia no 2T26 e importou 18 mil barris por dia de diesel. A revisão separa os registros contábeis, os recebimentos e as referências internacionais de preço.

Nesta nota
  1. Principais conclusões
  2. Exportação e refino
  3. Receita, imposto e resultado
  4. Referências de preço
  5. Importação brasileira
  6. O que observar
  7. Metodologia e limitações
  8. Correções

Principais conclusões

A nota em 30 segundos

01

A exportação líquida aumentou.

De 526 mil bbl/d no 2T25 para 1.075 mil no 2T26. O indicador inclui petróleo e derivados.

02

A importação de diesel recuou.

De 150 mil bbl/d no 4T25 para 18 mil no 2T26; a produção de diesel foi 764 mil bbl/d.

03

Subvenção na receita não é recebimento de caixa.

No 2T26 foram reconhecidos US$ 2.099 milhões em subvenções. A despesa de imposto de exportação foi US$ 965 milhões e inclui petróleo bruto e diesel.

04

A geografia do Comex identifica o importador.

As UFs do mapa não informam por qual porto entrou o diesel nem onde foi consumido.

Exportação e refino

Exportação líquida de petróleo e derivados, mil bbl/d
02004006008001.0001.2004T24: 4554551T25: 4904902T25: 5265263T25: 7237234T25: 8418411T26: 8528522T26: 1.0751.0754T241T252T253T254T251T262T26

Fonte: Petrobras, Relatórios de Produção e Vendas (CVM). Elaboração Hint-data.

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PeríodoValor
4T24455,000
1T25490,000
2T25526,000
3T25723,000
4T25841,000
1T26852,000
2T261.075,000
Produção e importação de diesel, mil bbl/d
02004006008004T241T252T253T254T251T262T26Importação de diesel · 4T24: 34Importação de diesel · 1T25: 66Importação de diesel · 2T25: 122Importação de diesel · 3T25: 121Importação de diesel · 4T25: 150Importação de diesel · 1T26: 49Importação de diesel · 2T26: 18Produção de diesel · 2T25: 680Produção de diesel · 3T25: 721Produção de diesel · 4T25: 666Produção de diesel · 1T26: 715Produção de diesel · 2T26: 764Produção de diesel 764Importação de diesel 18Importação de dieselProdução de diesel

Fonte: Petrobras, Relatórios de Produção e Vendas (CVM). Elaboração Hint-data.

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PeríodoImportação de dieselProdução de diesel
4T2434,000—
1T2566,000—
2T25122,000680,000
3T25121,000721,000
4T25150,000666,000
1T2649,000715,000
2T2618,000764,000

O fator de utilização do refino foi 101% da carga de referência, segundo a companhia. Essa referência não é um limite físico rígido. Os dados descrevem a operação consolidada; não isolam quanto da mudança decorreu de preço, manutenção, demanda ou disponibilidade de unidades.

Receita, imposto e resultado

Subvenções reconhecidas e imposto de exportação, US$ milhões
05001.0001.5002.0002.5001T26Subvenções na receita · 1T26: 128128Imposto de exportação reconhecido · 1T26: 1221222T26Subvenções na receita · 2T26: 2.0992.099Imposto de exportação reconhecido · 2T26: 965965Subvenções na receitaImposto de exportação reconhecido

Registros contábeis do período. O imposto inclui petróleo bruto e diesel. A diferença não é fluxo líquido de caixa com o governo.

Fonte: Petrobras, Relatório de Desempenho em US$ (CVM). Elaboração Hint-data.

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CategoriaSubvenções na receitaImposto de exportação reconhecido
1T26128,000122,000
2T262.099,000965,000
EBITDA ajustado, US$ bilhões
05101520254T24: 7,27,21T25: 10,410,42T25: 9,29,23T25: 11,711,74T25: 11,111,11T26: 11,311,32T26: 18,618,64T241T252T253T254T251T262T26

Fonte: Petrobras, Relatório de Desempenho em US$ (CVM). Elaboração Hint-data.

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PeríodoValor
4T247,165
1T2510,446
2T259,242
3T2511,728
4T2511,107
1T2611,349
2T2618,615

O EBITDA ajustado do 2T26 foi US$ 18,6 bilhões, variação de +64% frente ao 1T26. A diferença entre subvenções reconhecidas e imposto de exportação é US$ 1.134 milhões, mas não representa quanto o governo transferiu em caixa à companhia.

A curadoria de parcelas usada na edição original cobria comunicados até 25/09/2026. Não se deve atualizar essa soma apenas mudando a data da nota. O comunicado de 30/09/2026, disponível no arquivo da CVM, informou acumulado de cerca de R$ 13,3 bilhões. Esse valor é de recebimentos e pertence a outra janela, não à receita de subvenção do 2T26.

Referências de preço

Preços de produtos: referências com composições distintas, US$/bbl
02550751001251501752T253T254T251T262T26Cesta internacional (EUA) · 2T25: 86Cesta internacional (EUA) · 3T25: 93Cesta internacional (EUA) · 4T25: 88Cesta internacional (EUA) · 1T26: 111Cesta internacional (EUA) · 2T26: 150Derivados no Brasil (Petrobras) · 2T25: 83Derivados no Brasil (Petrobras) · 3T25: 85Derivados no Brasil (Petrobras) · 4T25: 85Derivados no Brasil (Petrobras) · 1T26: 87Derivados no Brasil (Petrobras) · 2T26: 115Brent · 2T25: 68Brent · 3T25: 69Brent · 4T25: 64Brent · 1T26: 81Brent · 2T26: 105Cesta internacional 150Derivados no Brasil 115Brent 105Cesta internacional (EUA)Derivados no Brasil (Petrobras)Brent

A cesta dos EUA cobre três derivados; o preço interno inclui outros. Não mede defasagem, paridade ou perda da Petrobras. Diferenças de qualidade, frete e tributos permanecem.

Fonte: Petrobras e EIA. Elaboração Hint-data.

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PeríodoCesta internacional (EUA)Derivados no Brasil (Petrobras)Brent
2T2586,21382,96067,820
3T2592,76084,54069,070
4T2587,69484,67063,690
1T26111,48086,83080,610
2T26149,840114,600104,520

No 2T26, o preço médio interno divulgado foi US$ 114,60 por barril e a referência de três derivados americanos foi US$ 149,84. Os conjuntos não são equivalentes. Por isso retiramos a interpretação da diferença percentual como desconto da Petrobras frente à paridade e como perda suportada pela companhia.

A margem do segmento de refino, transporte e comercialização foi 11%, frente a 17% no 1T26. Preços de transferência, mix, custos e demais efeitos também entram no resultado; as séries apresentadas não isolam o efeito da política comercial.

Importação brasileira

Diesel importado pelo Brasil: Rússia e EUA, mil toneladas
02505007501.000Estados Unidos · jan/25: 190Rússia · jan/25: 647Estados Unidos · fev: 192Rússia · fev: 406Estados Unidos · mar: 235Rússia · mar: 755Estados Unidos · abr: 320Rússia · abr: 903Estados Unidos · mai: 261Rússia · mai: 738Estados Unidos · jun: 380Rússia · jun: 578Estados Unidos · jul: 474Rússia · jul: 842Estados Unidos · ago: 334Rússia · ago: 550Estados Unidos · set: 672Rússia · set: 397Estados Unidos · out: 432Rússia · out: 229Estados Unidos · nov: 661Rússia · nov: 187Estados Unidos · dez: 583Rússia · dez: 525Estados Unidos · jan/26: 391Rússia · jan/26: 344Estados Unidos · fev: 97Rússia · fev: 679Estados Unidos · mar: 8Rússia · mar: 654Estados Unidos · abr: 90Rússia · abr: 909Estados Unidos · mai: 324Rússia · mai: 850Estados Unidos · jun: 187Rússia · jun: 299Estados Unidos · jul: 821Rússia · jul: 319Estados Unidos · ago: 721Rússia · ago: 56Estados Unidos · set: 794Rússia · set: 62jan/25marmaijulsetnovjan/26marmaijulsetEstados UnidosRússia

Fonte: MDIC, Comex Stat. Elaboração Hint-data.

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PeríodoEstados UnidosRússia
2025-01189,905646,688
2025-02191,760406,166
2025-03234,626755,066
2025-04320,485903,013
2025-05260,948738,245
2025-06379,835577,704
2025-07473,592841,755
2025-08334,127550,043
2025-09672,220397,296
2025-10432,419228,774
2025-11661,442186,947
2025-12583,306525,043
2026-01390,658344,166
2026-0296,950678,641
2026-038,210653,502
2026-0490,269908,711
2026-05324,227849,775
2026-06186,765298,957
2026-07821,319318,823
2026-08721,05356,110
2026-09793,78762,328
UF do importador de diesel russo, mil toneladas
Diesel russo importado, mil t (2025–26)RO: sem registroAC: sem registroAM: 1.450RR: sem registroPA: 604AP: sem registroTO: 8MA: 979PI: sem registroCE: 135RN: 20PB: sem registroPE: 548AL: 9SE: sem registroBA: 120MG: 0ES: sem registroRJ: 969SP: 3.005PR: 2.828SC: sem registroRS: 20MS: 42MT: 129GO: sem registroDF: sem registroROACAMRRPAAPTOMAPICEBAMGESRJSPPRSCRSMSMTGODFRNPBPEALSE0–2020–120120–550550–980980–3.005sem registro

Janeiro de 2025 a set/26. Localização do importador, não porto de entrada nem destino de consumo.

Fonte: MDIC, Comex Stat; IBGE. Elaboração Hint-data.

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UF do importadorMil t
AM1.449,516
PA603,521
TO8,261
MA978,730
CE135,432
RN20,191
PE548,179
AL9,095
BA119,627
MG0,083
RJ969,104
SP3.005,172
PR2.827,787
RS19,849
MS41,947
MT128,924

As séries são do Brasil, não apenas da Petrobras. A concentração em determinadas UFs descreve o endereço dos importadores. Não autoriza atribuir os volumes a Santos, Paranaguá, Manaus ou São Luís. Valores unitários FOB também misturam contratos e qualidades; não são preços comparáveis de uma mesma carga.

O que observar

  • Novos comunicados de recebimento, conciliados separadamente da receita reconhecida.
  • Volume e composição das exportações, importações e vendas domésticas.
  • Referências de preço com produtos, períodos e bases tributárias compatíveis.

Metodologia e limitações

Petrobras, Relatórios de Produção e Vendas e de Desempenho do 4T24 ao 2T26, além dos comunicados arquivados na CVM; EIA, cotações spot; MDIC, Comex Stat. A cesta internacional é ilustrativa e não mede paridade. A revisão retira inferências de caixa, porto e carga marítima que esses dados não sustentam. MDIC: metodologia da UF na importação.

Correções

11/10/2026: revisão de períodos, denominadores e interpretações; indicadores financeiros e marítimos com bases distintas foram separados. Gerador e validações corrigidos.

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