Óleo & Gás›Companhias·28 SET 2026
Petrobras: exportação, refino e subvenções no 2T26
A Petrobras registrou exportação líquida de 1.075 mil barris por dia no 2T26 e importou 18 mil barris por dia de diesel. A revisão separa os registros contábeis, os recebimentos e as referências internacionais de preço.
Nesta nota
Principais conclusões
A nota em 30 segundos
A exportação líquida aumentou.
De 526 mil bbl/d no 2T25 para 1.075 mil no 2T26. O indicador inclui petróleo e derivados.
A importação de diesel recuou.
De 150 mil bbl/d no 4T25 para 18 mil no 2T26; a produção de diesel foi 764 mil bbl/d.
Subvenção na receita não é recebimento de caixa.
No 2T26 foram reconhecidos US$ 2.099 milhões em subvenções. A despesa de imposto de exportação foi US$ 965 milhões e inclui petróleo bruto e diesel.
A geografia do Comex identifica o importador.
As UFs do mapa não informam por qual porto entrou o diesel nem onde foi consumido.
Exportação e refino
Fonte: Petrobras, Relatórios de Produção e Vendas (CVM). Elaboração Hint-data.
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| Período | Valor |
|---|---|
| 4T24 | 455,000 |
| 1T25 | 490,000 |
| 2T25 | 526,000 |
| 3T25 | 723,000 |
| 4T25 | 841,000 |
| 1T26 | 852,000 |
| 2T26 | 1.075,000 |
Fonte: Petrobras, Relatórios de Produção e Vendas (CVM). Elaboração Hint-data.
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| Período | Importação de diesel | Produção de diesel |
|---|---|---|
| 4T24 | 34,000 | — |
| 1T25 | 66,000 | — |
| 2T25 | 122,000 | 680,000 |
| 3T25 | 121,000 | 721,000 |
| 4T25 | 150,000 | 666,000 |
| 1T26 | 49,000 | 715,000 |
| 2T26 | 18,000 | 764,000 |
O fator de utilização do refino foi 101% da carga de referência, segundo a companhia. Essa referência não é um limite físico rígido. Os dados descrevem a operação consolidada; não isolam quanto da mudança decorreu de preço, manutenção, demanda ou disponibilidade de unidades.
Receita, imposto e resultado
Registros contábeis do período. O imposto inclui petróleo bruto e diesel. A diferença não é fluxo líquido de caixa com o governo.
Fonte: Petrobras, Relatório de Desempenho em US$ (CVM). Elaboração Hint-data.
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| Categoria | Subvenções na receita | Imposto de exportação reconhecido |
|---|---|---|
| 1T26 | 128,000 | 122,000 |
| 2T26 | 2.099,000 | 965,000 |
Fonte: Petrobras, Relatório de Desempenho em US$ (CVM). Elaboração Hint-data.
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| Período | Valor |
|---|---|
| 4T24 | 7,165 |
| 1T25 | 10,446 |
| 2T25 | 9,242 |
| 3T25 | 11,728 |
| 4T25 | 11,107 |
| 1T26 | 11,349 |
| 2T26 | 18,615 |
O EBITDA ajustado do 2T26 foi US$ 18,6 bilhões, variação de +64% frente ao 1T26. A diferença entre subvenções reconhecidas e imposto de exportação é US$ 1.134 milhões, mas não representa quanto o governo transferiu em caixa à companhia.
A curadoria de parcelas usada na edição original cobria comunicados até 25/09/2026. Não se deve atualizar essa soma apenas mudando a data da nota. O comunicado de 30/09/2026, disponível no arquivo da CVM, informou acumulado de cerca de R$ 13,3 bilhões. Esse valor é de recebimentos e pertence a outra janela, não à receita de subvenção do 2T26.
Referências de preço
A cesta dos EUA cobre três derivados; o preço interno inclui outros. Não mede defasagem, paridade ou perda da Petrobras. Diferenças de qualidade, frete e tributos permanecem.
Fonte: Petrobras e EIA. Elaboração Hint-data.
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| Período | Cesta internacional (EUA) | Derivados no Brasil (Petrobras) | Brent |
|---|---|---|---|
| 2T25 | 86,213 | 82,960 | 67,820 |
| 3T25 | 92,760 | 84,540 | 69,070 |
| 4T25 | 87,694 | 84,670 | 63,690 |
| 1T26 | 111,480 | 86,830 | 80,610 |
| 2T26 | 149,840 | 114,600 | 104,520 |
No 2T26, o preço médio interno divulgado foi US$ 114,60 por barril e a referência de três derivados americanos foi US$ 149,84. Os conjuntos não são equivalentes. Por isso retiramos a interpretação da diferença percentual como desconto da Petrobras frente à paridade e como perda suportada pela companhia.
A margem do segmento de refino, transporte e comercialização foi 11%, frente a 17% no 1T26. Preços de transferência, mix, custos e demais efeitos também entram no resultado; as séries apresentadas não isolam o efeito da política comercial.
Importação brasileira
Fonte: MDIC, Comex Stat. Elaboração Hint-data.
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| Período | Estados Unidos | Rússia |
|---|---|---|
| 2025-01 | 189,905 | 646,688 |
| 2025-02 | 191,760 | 406,166 |
| 2025-03 | 234,626 | 755,066 |
| 2025-04 | 320,485 | 903,013 |
| 2025-05 | 260,948 | 738,245 |
| 2025-06 | 379,835 | 577,704 |
| 2025-07 | 473,592 | 841,755 |
| 2025-08 | 334,127 | 550,043 |
| 2025-09 | 672,220 | 397,296 |
| 2025-10 | 432,419 | 228,774 |
| 2025-11 | 661,442 | 186,947 |
| 2025-12 | 583,306 | 525,043 |
| 2026-01 | 390,658 | 344,166 |
| 2026-02 | 96,950 | 678,641 |
| 2026-03 | 8,210 | 653,502 |
| 2026-04 | 90,269 | 908,711 |
| 2026-05 | 324,227 | 849,775 |
| 2026-06 | 186,765 | 298,957 |
| 2026-07 | 821,319 | 318,823 |
| 2026-08 | 721,053 | 56,110 |
| 2026-09 | 793,787 | 62,328 |
Janeiro de 2025 a set/26. Localização do importador, não porto de entrada nem destino de consumo.
Fonte: MDIC, Comex Stat; IBGE. Elaboração Hint-data.
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| UF do importador | Mil t |
|---|---|
| AM | 1.449,516 |
| PA | 603,521 |
| TO | 8,261 |
| MA | 978,730 |
| CE | 135,432 |
| RN | 20,191 |
| PE | 548,179 |
| AL | 9,095 |
| BA | 119,627 |
| MG | 0,083 |
| RJ | 969,104 |
| SP | 3.005,172 |
| PR | 2.827,787 |
| RS | 19,849 |
| MS | 41,947 |
| MT | 128,924 |
As séries são do Brasil, não apenas da Petrobras. A concentração em determinadas UFs descreve o endereço dos importadores. Não autoriza atribuir os volumes a Santos, Paranaguá, Manaus ou São Luís. Valores unitários FOB também misturam contratos e qualidades; não são preços comparáveis de uma mesma carga.
O que observar
- Novos comunicados de recebimento, conciliados separadamente da receita reconhecida.
- Volume e composição das exportações, importações e vendas domésticas.
- Referências de preço com produtos, períodos e bases tributárias compatíveis.
Metodologia e limitações
Petrobras, Relatórios de Produção e Vendas e de Desempenho do 4T24 ao 2T26, além dos comunicados arquivados na CVM; EIA, cotações spot; MDIC, Comex Stat. A cesta internacional é ilustrativa e não mede paridade. A revisão retira inferências de caixa, porto e carga marítima que esses dados não sustentam. MDIC: metodologia da UF na importação.
Correções
11/10/2026: revisão de períodos, denominadores e interpretações; indicadores financeiros e marítimos com bases distintas foram separados. Gerador e validações corrigidos.
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